Maduro agradece Rússia, China e outros aliados por apoio

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agradeceu nesta segunda-feira o apoio de Rússia, China e de outros aliados a sua reeleição, após uma votação boicotada pela oposição e ignorada por diversos países da região, incluindo os Estados Unidos.

"Fortes laços de cooperação unem Venezuela e Rússia. Agradeço o presidente Vladimir Putin pelo reconhecimento que faz da nossa vitória. Seguiremos trabalhando juntos na construção de um mundo multipolar", escreveu Maduro no Twitter.

"Agradeço ao presidente da República da China, Xi Jinping, por sua mensagem de reconhecimento pela grande vitória. Os dois países seguirão seu destino comum", diz outra mensagem de Maduro na rede social.

O líder venezuelano cita ainda os presidentes de Turquia, Recep Erdogan, e Nicarágua, Daniel Ortega; além de personalidades como o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Mohammed Barkindo.

Maduro recebeu nesta segunda-feira uma série de sanções econômicas dos Estados Unidos e repúdio internacional, após a eleição qualificada de "farsa" pela oposição.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que proíbe aos cidadãos de seu país comprar obrigações da dívida venezuelana, incluindo da estatal Pdvsa, em um momento em que o país petroleiro está asfixiado por uma profunda crise econômica.

O Grupo de Lima (Canadá e 13 países latino-americanos) convocou seus embaixadores em Caracas para consultas, acertou "reduzir o nível das relações diplomáticas" e decidiu agir para bloquear os fundos internacionais para a Venezuela.

A Venezuela sofre a pior crise de sua história recente: o FMI estima a queda do PIB em 15% e a hiperinflação em 13.800% para 2018. Sua produção de petróleo caiu ao menor nível em 30 anos.

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