Candidato de direita lidera pesquisas a uma semana da eleição presidencial na Colômbia

A uma semana da eleição presidencial na Colômbia, o candidato de direita Iván Duque lidera as intenções de voto nas pesquisas, mas deve enfrentar o esquerdista Gustavo Petro no segundo turno.

Apoiado pelo ex-presidente e senador Álvaro Uribe, o candidato que promete modificar o acordo de paz com a ex-guerrilha das Farc conta com um respaldo de 37,6% e 41,5%, segundo pesquisas divulgadas neste fim de semana pelas empresas Guarumo e Invamer Gallup.

Senador do partido uribista Centro Democrático, Duque tem uma vantagem na pesquisa da Guarumo de 13,4 pontos percentuais contra o ex-guerrilheiro e ex-prefeito de Bogotá (24,2%). Na análise da Invamer, a diferença é de 12 pontos (29,5%).

Contratadas pelos principais meios de comunicação colombianos e com recursos próprios das pesquisadoras, nenhuma das pesquisas marca uma intenção de voto superior a 50%, o que forçaria um segundo turno entre os dois em 17 de junho.

Atrás de Duque (41 anos) e Petro (58) estão o centrista Sergio Fajardo, com 16,15% de apoio em média, o ex-vice-presidente Germán Vargas Lleras (8,8%) e o ex-negociador de paz Humberto de la Calle (2,1%).

A análise da Guarumo tem uma margem de erro de 2,6%, enquanto a da Invamer é de 2,83%. As duas amostragens foram realizadas na semana passada, entre 12 e 16 de maio.

Em comparação com medições anteriores, Duque e Petro se mantêm com um apoio similar.

Duque e Petro, ambos opositores ao presidente Juan Manuel Santos, protagonizam uma das campanhas mais polarizadas e antagônicas da história da Colômbia.

Enquanto o candidato uribista está empenhado em reformar alguns pontos do acordo de paz que permitiu o desarmamento de 7.000 rebeldes comunistas em 2017, Petro promete continuar com a implementação do mesmo e levar adiante profundas reformas econômicas em um país de livre-mercado que nunca foi governado pela esquerda.

Duque se opõe que ex-guerrilheiros envolvidos em crimes atrozes assumam como congressistas em 20 de julho, como estabelece o acordo que outorga ao agora partido Farc uma pequena representação legislativa de 10 assentos.

Os críticos o descrevem como um fantoche do ex-presidente Uribe, enquanto a direita assegura que Petro pretende tornar a Colômbia uma segunda Venezuela.

Santos deixará o poder em agosto, após dois mandatos de quatro anos.