Árabes israelenses protestam em Haifa para denunciar 'guerra contra Gaza'

Centenas de árabes israelenses protestaram neste domingo à noite em Haifa, no norte de Israel, para denunciar "a guerra contra a Faixa de Gaza" depois que soldados israelenses mataram mais de 60 palestinos na última segunda-feira, constatou a AFP.

Aos gritos de "chega de ocupação (israelense)" e "pare o fascismo", os manifestantes denunciaram a repressão da polícia, que prendeu 19 pessoas na sexta-feira em Haifa, em mais uma demonstração de solidariedade para com os habitantes da Faixa de Gaza.

As tropas israelenses na fronteira com a Faixa de Gaza dispararam na segunda-feira contra manifestantes palestinos que protestavam contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, matando 62 palestinos.

Desde 30 de março os habitantes de Gaza protestam na fronteira com Israel para exigir o direito de retorno dos palestinos às terras de onde foram expulsos ou deixaram com a criação de Israel em 1948.

No total, os soldados israelenses mataram 119 palestinos desde o início das manifestações do enclave palestino.

Israel, acusado de uso excessivo da força, afirma que seus soldados só usam balas letais em última instância.

A manifestação de sexta-feira em Haifa foi dispersada pela polícia, que prendeu 19 pessoas.

Os árabes israelenses são os descendentes dos palestinos que permaneceram em suas terras quando Israel foi criado em 1948. Eles representam 17,5% da população israelense.

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