Menina curda morta em perseguição policial na Bélgica foi atingida por tiro

Uma menina curda de dois anos que morreu depois que a polícia perseguiu uma van que transportava imigrantes ilegais no sul da Bélgica sucumbiu a uma "ferida de bala", informou nesta sexta-feira a Procuradoria belga.

"A necrópsia permitiu determinar que a causa da morte foi uma bala que entrou pela bochecha", afirmou à AFP Frédéric Bariseau, primeiro substituto da Procuradoria de Mons.

"Vou ser cauteloso sobre o fato de que a bala pode ser de origem policial. Temos que confrontar as evidências", acrescentou.

A polícia da polícia belga, o chamado "Comitê P", abriu uma investigação a pedido do juiz de instrução, informou Bariseau, que deve oferecer uma coletiva de imprensa durante a tarde.

A polícia atirou contra a van para pará-la depois de uma perseguição no sul do país, segundo detalhou a Procuradoria de Mons.

A menina que estava na van morreu na ambulância que a levava ao hospital.

O veículo transportava 30 pessoas, sendo 26 adultos, todos de origem curda.

"Evento trágico com consequências dramáticas. Investigação em andamento", escreveu o ministro do Interior belga, Jan Jambon, na sexta-feira, em um tuíte acompanhado de um artigo sobre a morte dessa menina "por uma bala perdida".

A Procuradoria havia indicado na quinta-feira que a menina "não morreu como resultado do tiroteio da polícia" e mencionou três possíveis causas: uma doença, um acidente envolvendo a conduta do motorista do caminhão ou golpe.

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