Catorze funcionários iraquianos permanecem presos 15 anos após queda de Saddam

Catorze altos funcionários do regime de Saddam Hussein permanecem presos quinze anos depois da queda do ditador após a invasão realizada pelos Estados Unidos em 2003, segundo uma contagem feita pela AFP.

Da lista de 55 nomes estabelecida pela coalizão internacional que invadiu o Iraque, seis foram executados, seis morreram em combate - inclusive os dois filhos de Saddam -, oito morreram no cativeiro, cinco estão foragidos e 16 foram libertados pelos americanos antes de deixarem o país, em 2011.

Entre os presos está o ex-ministro da Defesa, general Sultan Hashem Ahmad, condenado à morte em 27 de junho de 2007, mas que não foi executado porque o Conselho Presidencial negou-se a ratificar a sentença.

Os outros prisioneiros são funcionários intermediários do partido Baath, do exército ou do governo. O último que foi capturado é Abdelbaqi Abdel Karim Abdallah, alto funcionário do Baath, detido em junho de 2015 em Kirkuk, onde se escondia.

Segundo o advogado de alguns deles, Badia Aref, a maioria está na prisão de Nassiriya, no sul do país, e sua "condição de detenção é muito ruim" e "o estado de saúde de Sultan Hashem Ahmad está piorando".

Cinco tenentes de Saddam Hussein estão foragidos, entre eles Ezat Al Duri, ex- vice-presidente do Conselho de Comando da Revolução, cuja morte as autoridades anunciaram em várias ocasiões.

Um dos altos funcionários do partido Baath, Saif El Din Mashhadani, foi executado em Mossul pelo grupo extremista Estado Islâmico em 2014.

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