Tusk confirma que UE aprovará período de transição com Reino Unido

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, confirmou nesta quarta-feira (21) que os mandatários europeus aprovarão a transição com o Reino Unido para o período posterior à sua saída do bloco, rejeitando os temores sobre um eventual rechaço de alguns países.

Sobre o Brexit, "temos boas notícias para a primeira-ministra Theresa May", notícias esperadas "em Londres, mas também nas outras capitais da União Europeia", adiantou Tusk em coletiva de imprensa.

"Acabo de recomendar a nossos líderes, a princípio, acolhermos o acordo sobre a transição. Na prática, a fase de transição nos permitirá atrasar todas as consequências negativas do Brexit por outros 21 meses", acrescentou.

A partir de 29 de março de 2019, a data do Brexit, o Reino Unido deixará de ter direito a opinião e voto na União Europeia, mas continuará fazendo parte do mercado único europeu e da união aduaneira até o final de 2020. 

O ex-primeiro-ministro polonês ressaltou a importância desse período de transição para a população e as empresas europeias, já que isso permite "economizar tempo para que todos se preparem para o real impacto do Brexit". 

Os líderes europeus, reunidos sem sua equivalente britânica, Theresa May, também planejam adotar sua proposta comum na sexta-feira, a fim de iniciar negociações com o Reino Unido sobre o futuro relacionamento dos dois lados do Canal da Mancha.

Nesta proposta dos 27 sócios de May, a questão de Gibraltar será incluída, confirmou Tusk, especialmente quando a Espanha exige um apoio mais claro dos europeus em suas negociações bilaterais com o Reino Unido sobre o futuro deste território após o Brexit. 

"Reconsideramos a questão (...) e hoje apresentarei a versão final de nossas diretrizes, incluindo a questão de Gibraltar", acrescentou o presidente do Conselho Europeu, que coordena o trabalho dos líderes. 

Como a futura relação de Londres com seus 27 sócios, inclusive os acordos comerciais, a implementação do período de transição em Gibraltar dependerá de uma negociação bilateral entre a Espanha e o Reino Unido.