Senegal protesta ante Espanha após a morte de camelô

O Senegal protestou ante a Espanha e exigiu que proteja os senegaleses no país no dia seguinte da morte, em circunstâncias confusas, de um vendedor ambulante em Madri, declarou nesta sexta-feira o chanceler senegalês, Sidiki Kaba.

"O governo do Senegal condena a violência" pela morte do senegalês, declarou o ministro à rádio RFM.

"Convoquei imediatamente o embaixador da Espanha (em Dacar) para transmitir-lhe uma nota verbal de protesto", acrescentou.

Segundo Kaba, o Senegal garante a proteção dos estrangeiros em seu território e a Espanha deve fazer o mesmo com os senegaleses em seu território.

Dacar "pede uma investigação independente" sobre o falecimento, acrescentou Kaba, ex-encarregado da Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH).

"O governo deve tomar as disposições para esclarecer as circunstâncias" da morte de Mame Mbaye Ndiaye, senegalês de 35 anos, que era vendedor ambulante na Porta do Sol.

No fim da tarde de quinta-feira, Mbaye deixou a praça durante uma intervenção da Polícia e fugiu, com a mercadoria, até a rua do Urso, a um quilômetro de distância.

Ali foi ao chão, vítima de um ataque cardíaco. Os serviços de emergência receberam uma ligação às 16H52, pois estava com convulsões.

Horas depois de sua morte, dezenas de pessoas protestaram e enfrentaram as forças de segurança, mobilizadas pelo protesto.

A Espanha, país de 46,5 milhões de habitantes, tem 10% de estrangeiros, dos quais 64.000 são senegaleses.