Renuncia de senador reduz maioria republicana no Senado dos EUA

Os republicanos tiveram sua pequena maioria no Senado dos Estados Unidos reduzida nesta segunda-feira, após o anúncio do legislador pelo Mississipi Thad Cochran de que abandonará o Congresso por razões de saúde.

Cochran, 80 anos, a metade dos quais passou em Washington, presidia a poderosa comissão encarregada da distribuição das verbas federais.

"Lamento que minha saúde tenha se tornado um obstáculo", disse o senador, que abandonará o cargo no dia 1º de abril.

Cochran foi eleito senador pela primeira vez em 1978, e se converteu no primeiro republicano a ganhar neste estado do sul profundo dos Estados Unidos em mais de um século. 

Os republicanos terão agora 50 cadeiras no Senado, apenas uma a mais que os democratas, e também deverão enfrentar a ausência de John McCain, 81 anos, que está sendo tratado de um câncer em seu estado, o Arizona. 

Em caso de empate no Senado, onde só podem votar os legisladores presentes, o vice-presidente tem o poder de desempatar as votações. 

Após a renúncia de Cochran, o Mississipi deverá eleger seus dois senadores nas eleições de meio de mandato, em novembro, que renovará um terço do Senado.

O outro senador pelo Mississipi, Roger Wicker, será candidato a um novo período legislativo.

O governador republicano do estado, Phil Bryant, dispõe de dez dias para designar o substituto de Cochran, que ocupará o cargo até a eleição de um novo senador.