Após derrota do PD em eleições, Renzi decide renunciar

Após uma bruta derrota nas eleições legislativas italianas deste domingo (4), o ex-primeiro-ministro da Itália e líder do Partido Democrático (PD), Matteo Renzi, decidiu renunciar ao cargo de secretário da legenda.

A informação foi apurada pela Ansa, mas negada pelo porta-voz do PD no momento. Renzi deve fazer um pronunciamento ainda hoje, que será seu primeiro discurso desde o fechamento das urnas.

Apesar da apuração dos votos não ter sido concluída ainda, encontra-se em fase final e os resultados já são fixos. Ao todo, 59 mil das 61 mil seções foram computadas e mostram que o PD ficou com cerca de 18% dos votos, atrás do partido antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), que foi o mais votado, com 32%.

A coalizão de centro-direita, que inclui a Liga Norte, o Força Itália (FI), o Irmãos da Itália (FDI) e o Nós com a Itália (NCI), ficou com 37% dos votos, juntos. Renzi foi prefeito de Florença de 2009 a 2014 e primeiro-ministro da Itália entre 2014 e 2016, quando renunciou ao cargo, após perder um referendo que alteraria a Constituição e promoveria uma reforma política.

Durante seu governo, fez campanha para que a Itália e a União Europeia acolhesse milhares de refugiados e imigrantes, além de implantar a reforma trabalhista e escolar.

Renzi deixou o governo com uma alta rejeição, o que deu espaço para o crescimento de partidos da oposição, como o M5S e a Liga Norte, que conseguiram capitalizar a preocupação de italianos com o desemprego e a imigração.

Em seu lugar, ficou o chanceler Paolo Gentiloni, também do PD, em um mandato-tampão até as eleições deste domingo.