Itália arquiva caso contra prefeito por 'favores sexuais'

Procuradoria descobriu que suposta vítima manipulara mensagens

O juiz de inquérito preliminar de Mântua, Gilberto Casari, decidiu nesta terça-feira (9) acolher o pedido do Ministério Público e arquivar a investigação contra o prefeito da cidade, Mattia Palazzi, 39 anos, por suspeita de pedir "favores sexuais".

Palazzi era investigado por "tentativa de concussão continuada" contra a vice-presidente de uma ONG cultural, Elisa Nizzoli, 39, ao supostamente ter feito uma "proposta indecente" para assinar um convênio entre a Prefeitura e a entidade.

A denúncia não havia sido apresentada pela suposta vítima, mas sim por um conselheiro municipal (vereador) de oposição que recebera mensagens de telefone mostrando uma "conversa erótica" entre Palazzi e a vice-presidente da ONG.

No entanto, os investigadores descobriram que as mensagens haviam sido manipuladas por Nizzoli e enviadas a vários conhecidos. O tom íntimo da conversa é verdadeiro, mas a vice-presidente da entidade acrescentou frases que faziam referência ao papel institucional do prefeito.

"Nunca deixei de acreditar na Justiça e agradeço ao juiz pela celeridade na decisão", declarou Palazzi.