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Alemanha e França prometem não reconhecer independência catalã

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As duas maiores potências da União Europeia se pronunciaram nesta quarta-feira (11) para dizer que não reconhecerão uma eventual independência da Catalunha.

De maneira quase simultânea, Alemanha e França ressaltaram que a crise é um problema interno da Espanha, mas lembraram que um rompimento entre Madri e Barcelona seria "ilegal".

Embora Berlim e Paris tentem manter distância da questão catalã, as declarações desta quarta são uma forma de pressionar o presidente da comunidade autônoma, Carles Puigdemont, a voltar atrás em seu percurso separatista, uma vez que ele pretende deixar a Espanha, mas permanecer na União Europeia.

"Uma declaração de independência da Catalunha seria ilegal e não seria reconhecida", afirmou Ulrike Demmer, porta-voz da chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Ela ainda acrescentou que é importante que a "unidade da Espanha" seja protegida.

Já o Ministério das Relações Exteriores da França divulgou um comunicado reafirmando as palavras de Berlim. "Qualquer declaração unilateral de independência por parte das autoridades catalãs seria ilegal e não poderia ser reconhecida em nenhum caso", diz a nota.

Além disso, Paris ressaltou que a crise deve ser resolvida "dentro do quadro constitucional espanhol", respeitando a "legalidade" e a "unidade" do país.

Reforma

Em pronunciamento à imprensa, o líder do Partido Socialista Operário Espanhol (Psoe), Pedro Sánchez, disse ter chegado a um acordo com o primeiro-ministro Mariano Rajoy para iniciar uma reforma da Constituição que inclua, entre outras coisas, a revisão do estatuto da Catalunha.

"Temos que ver as virtudes e falhas do sistema autonômico, e o faremos em um prazo de seis meses. Estamos abertos a reformar a Constituição e falar de como a Catalunha quer ficar na Espanha", declarou Sánchez, também convidando Puigdemont para dialogar sobre o tema.

Segundo o líder do Psoe, que faz oposição a Rajoy, essa é a única maneira de permitir um plebiscito sobre a independência da região com aval da Justiça. (ANSA)