Ignorando as ameaças do governo de Madri, os líderes da Catalunha apresentaram nesta sexta-feira (29) as urnas que serão utilizadas em mais de 2,3 mil sessões eleitorais no próximo domingo (1°) no referendo separatista.
Ao todo, serão sete mil voluntários que atenderão os mais de 5,3 milhões de catalães convocados para o pleito entre às 8h e às 20h (horário local). Segundo o vice-presidente da região, Oriol Junqueras, "nem o governo, nem os cidadãos da Catalunha estão fazendo algo de mal".
No entanto, o governo de Madri reiterou nesta sexta que "não haverá referendo" no domingo e informou que enviou mais de 10 mil agentes da Guarda Nacional e da Polícia Nacional para impedir a votação.
O porta-voz do governo espanhol, Inigo Mendez de Figo, afirmou ainda que o presidente catalão, Carles Puigdemont, deverá "responder perante os tribunais" por sua "grave deslealdade institucional".
"Estamos em um processo de desobediência constitucional contra uma democracia europeia consolidada e prestigiosa como a espanhola em pleno século 21", acrescentou De Figo.
Ainda segundo Madri, as pessoas que trabalharem nesse referendo em qualquer função podem pagar multas que variam entre 40 mil e 300 mil euros.