Chanceler britânico propõe à Rússia aderir à colizão ocidental na Síria

O ministro do Exterior do Reino Unido, Boris Johnson, sugeriu à Rússia escolher o "lado justo no conflito sírio" e se juntar à coalizão de países ocidentais contra o Estado Islâmico (EI), informa o jornal The Telegraph.

A Rússia poderia "participar da coalizão de mais de 60 países de combate ao EI [grupo terrorista proibido na Rússia], com o fim de manter seus interesses estratégicos na Síria e estabelecer no futuro uma relação produtiva com o presidente Trump", afirmou Johnson.

De acordo com o ministro britânico, a Rússia deve contribuir para o estabelecimento de uma "trégua real", para pôr fim ao "uso de armas químicas" e conseguir uma solução política na Síria.

Johnson afirmou novamente que "não há dúvida" de que as forças governamentais da Síria são responsáveis pelo ataque químico em Idlib, de 4 de abril.

Não obstante, nem os EUA, nem o Reino Unido forneceram evidências sólidas a respeito. Por sua parte, a Rússia nega estas acusações apressadas e exige uma investigação objetiva dos fatos.

Anteriormente, no contexto do ataque químico na Síria e do bombardeio da base aérea de Shayrat por parte dos EUA, Boris Johnson, cancelou sua visita programada para Moscou.

Desta forma,o ministro britânico priorizou os preparativos para a reunião de chanceleres do G7, onde iria propor endurecer as sanções contra a Rússia. Após a reunião, os ministros do Exterior de França e a Itália declararam que não se chegou a um acordo em relação às sanções contra a Rússia relacionadas ao problema sírio.

Sputnik