Irã: decreto de Trump é 'presente para extremistas'

O decreto do presidente Donald Trump que proíbe a entrada nos EUA a cidadãos de sete países muçulmanos "é um presente para os extremistas", disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif.

"O decreto de Trump vai entrar para a história como um grande presente para os extremistas", escreveu o ministro.

Ele observou que a discriminação coletiva contribui para o recrutamento de terroristas, intensifica as discrepâncias, algo que os extremistas usam para reforçar suas posições.

Anteriormente, o Ministério do Exterior iraniano alertou que poderia tomar medidas recíprocas em resposta à iniciativa do Trump.

Na sexta-feira (27), Trump assinou o decreto "Protecting the Nation From Foreign Terrorist Entry Into the United States" ("Protegendo a Nação contra a Entrada de Terroristas Estrangeiros nos Estados Unidos") suspendendo a admissão de refugiados nos EUA por 120 dias, proibindo indefinidamente o acolhimento a refugiados sírios e endurecendo as regras de entrada nos EUA a fim de impedir a infiltração de terroristas.

Além disso, o decreto proíbe a entrada nos EUA durante 90 dias para cidadãos do Iraque, Irã, Síria, Sudão, Iêmen, Líbia e Somália.