Merkel é reeleita líder do partido e pede veto à burca

Chanceler já está em campanha para seu partido, o CDU

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi reeleita pela nona vez a líder do Partido Cristão-Democrático (CDU) nesta terça-feira (6), com 89,5% dos votos.

Apesar do alto consenso em torno do nome de Merkel, esse foi o segundo pior resultado obtido por ela dentro de sua própria sigla. Em 2012, ela obteve a mais alta aprovação, com 97,9%, e em 2004 teve a pior, com 88,4% dos votos.

Durante seu discurso antes da votação, a chanceler mostrou que está na disputa pelo quarto mandato seguido como premier e falou muito sobre a questão da imigração ao país.

Base da campanha dos seus adversários, a líder alemã aumentou o tom e disse que "nem todos" os deslocados que chegaram à Alemanha poderão morar no país e que jamais aceitará que a sharia, a chamada "lei islâmica", seja implantada em seu território.

Sob muitos aplausos, Merkel destacou que o uso da burca - o traje islâmico que deixa apenas os olhos à mostra - "deve ser proibido" pelo governo e que não vai admitir a criação de "sociedades paralelas".

"Valores como a dignidade humana, igualdade de direitos para homens e mulheres, liberdade religiosa, liberdade de opinião não estão apenas à disposição, mas são direitos constitucionais, e são a base da nossa convivência da Alemanha", discursou.

Segundo a emissora "N-TV", os aplausos à chanceler duraram exatos "11 minutos e 20 segundos".