Ex-ministra italiana diz ter sido prejudicada com escândalo

Guidi renunciou a Ministério por tráfico de influência

A ex-ministra do Desenvolvimento Econômico da Itália Federica Guidi disse, em entrevista à ANSA, que foi a "parte prejudicada", após de se reunir com procuradores de Potenza sobre o escândalo de tráfico de influência que provocou a sua renúncia. "Eu respondi a todas suas perguntas e descobri que sou a parte prejudicada, no que diz respeito ao ponto de vista legal", acrescentou.    

O encontro durou cerca de três horas e seu conteúdo é sigiloso, de acordo com decisão dos magistrados. Guidi foi ouvida apenas como "pessoa informada" sobre o caso.    Apesar de ser a mais afetada pelo episódio até aqui, ela não está sob investigação. A ex-ministra renunciou à pasta de Desenvolvimento Econômico na última quinta-feira (31), após ter sido flagrada em uma interceptação telefônica supostamente prometendo agir para favorecer as atividades empresariais de seu namorado, Gianluca Gemelli. 

Segundo a Promotoria de Potenza, ele cometeu tráfico de influência ao usar sua relação com a companheira para obter favores da petrolífera francesa Total. Para os investigadores, o empresário, que é dono de duas companhias do setor, queria ser incluído na lista de prestadores de serviços da multinacional, o que lhe renderia subcontratos milionários. Em troca, ele teria prometido a Giuseppe Cobianchi, dirigente da Total na Itália, convencer Guidi a inserir na Lei de Estabilidade de 2015 uma emenda que simplificasse a implantação do projeto Tempa Rossa, um grande depósito de petróleo situado na província de Potenza. 

O poço será explorado pelo grupo francês, que prevê produzir cerca de 50 mil barris por dia. O caso gerou uma moção de desconfiança da oposição contra o governo de Matteo Renzi e fez com que a ministra para as Relações com o Parlamento Maria Elena Boschi, braço direito do premier, também fosse interrogada como "pessoa informada" sobre o caso, já que assinou a emenda em questão.

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