'Clarín': Prisões e dúvidas na Argentina

O empresário Lázaro Báez foi detido quando desembarcou no aeroporto de San Fernando

Matéria publicada nesta terça-feira (5) no Clarín, conta que há poucos dias foi revelada a imagem de Martin, filho de Báez, contando algumas pilhas de dólares, no local conhecido como La Rosadita – diminutivo de Casa Rosada, sede da Presidência, em Buenos Aires. Báez é acusado de receber milhões de dólares em licitações duvidosas durante o governo Kirchner (2003-2015).

Segundo a reportagem, o suposto desvio de recursos ficou conhecido popularmente como ‘Ruta Del dinero K’ (rota do dinheiro K, de Kirchnerismo). Ligado aos ex-presidentes Nestor e Cristina Kirchner e ao filho deles, o deputado Maximo Kirchner, Báez foi presos dois dias depois da prisão do ex-secretário de Transportes do governo Kirchnerista, Ricardo Jaime, acusado de irregularidades na compra de trens que já tinham sido rejeitados por outros países. Por sua vez, a ex-presidente foi convocada pela Justiça para informar, no dia 13 próximo, sobre operações de venda de dólar futuro durante seu governo e que teria custado bilhões aos cofres público.

 O jornal destaca que desde que deixou o governo, em nove de dezembro do ano passado, Cristina apareceu pouquíssimas vezes em público e não tem feito declarações públicas. Neste dia, o chefe da Casa Civil da Presidência Marcos Peña e os ministros de Segurança e da Justiça disseram à imprensa, em uma entrevista na Casa Rosada, que o presidente “não tem nada a ocultar” no chamado caso ‘Panama Papers’, revelação internacional feita no fim de semana com nomes de políticos, empresários, cineastas e jogadores de futebol entre outros com empresas em paraísos fiscais.  

As declarações de Peña e do presidente, que na véspera disse ter sido uma “operação legal”, não convenceram setores da oposição. A deputada opositora Margarita Stolbizer disse que espera que o presidente “dê mais detalhes” sobre uma empresa em nome do seu pai, Franco, dele e de um irmão nas Bahamas, que teria funcionado até 2009, quando Macri era prefeito de Buenos Aires. 

O pai de Macri, o empresário Franco Macri, um dos principais da Argentina, disse, na segunda-feira, que seu filho “não teve participação no capital da empresa” familiar citada no paraíso fiscal. 

“Ele foi um diretor circunstancial”, disse. Franco Macri acrescentou que a empresa foi declarada legalmente na Argentina. Pouco depois das palavras do pai do presidente surgiu a informação de outra empresa offshore da família, na qual Macri também aparece em seu diretório no Panamá.

Esta segunda empresa, com o nome de ‘Kagemusha S.A’, segundo apurou o jornal Clarín, foi aberta em 1981 com dez mil dólares. O governo informou que a empresa foi “vendida” anos depois. O caso das empresas dos Macri foi revelado a partir de documentos do escritório de advocacia Mossack Fonseca, no Panamá.

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