Sanders e Cruz tentam confirmar favoritismo em Wisconsin

Após hiato de 10 dias, norte-americanos voltam às urnas

Após um hiato de 10 dias, os norte-americanos voltam às urnas nesta terça-feira (5) para as primárias de Wisconsin, estado setentrional que distribuirá 86 delegados entre os pré-candidatos democratas e 42 entre os republicanos.

As últimas pesquisas mostram um leve favoritismo do senador por Vermont Bernie Sanders, pelo lado liberal, e do senador pelo Texas Ted Cruz, pelo conservador. No entanto, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o magnata Donald Trump aparecem logo atrás dos respectivos rivais.

Entre os democratas, Sanders tenta manter o bom momento construído com as esmagadoras vitórias nas últimas cinco prévias (Idaho, Utah, Alasca, Havaí e Washington) e reduzir a vantagem de Hillary na disputa por delegados: 1.712 a 1.011, segundo a contagem do site "Politico". Para obter a nomeação, o pré-candidato precisa ter 2.383.

Por sua vez, a ex-secretária já está com a cabeça voltada para Nova York, estado onde fez carreira como senadora e que distribuirá 291 delegados. Enquanto os eleitores votavam em Wisconsin, ela participava de eventos de campanha na cidade de Nova York, onde conta com o apoio do prefeito Bill de Blasio.

Até aqui, todas as pesquisas para um dos estados mais populosos do país mostram Hillary na frente, mas com Sanders diminuindo a vantagem da adversária a cada semana. A última sondagem, do instituto YouGov, coloca os dois com 10 pontos percentuais de diferença (53% a 43%).

Republicanos

Favorito para concorrer à Casa Branca, Donald Trump arrisca perder em um estado bastante caro ao Partido Republicano. Wisconsin é o berço do movimento ultraconservador Tea Party, casa de Reince Priebus, presidente nacional da legenda, e lar de Paul Ryan, presidente do Congresso dos EUA.

Todos estes estão contra o magnata e ao lado de Ted Cruz, que vem conseguindo reunir o establishment republicano ao seu redor, apesar de suas desavenças com as lideranças do partido. Atualmente, Trump tem 736 delegados, de acordo com o "Politico", contra 463 do senador texano e 143 do governador de Ohio, John Kasich.

Para concorrer à Casa Branca, o pré-candidato precisa ter 1.237, e é cada vez mais forte a hipótese de que nenhum deles alcance esse número, o que faria com que a convenção republicana fosse aberta, ou seja, com os delegados escolhendo na hora quem será seu postulante nas eleições presidenciais.

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