'El País': Oposição argentina lança ofensiva contra Macri por conta nas Bahamas

Kirchneristas se mobilizam e aliados pedem explicações sobre envolvimento nos Panama Papers

Matéria publicada no El País nesta terça-feira (5), conta que o envolvimento de Mauricio Macri no escândalo batizado de Panama Papers, onde aparece como diretor de uma empresa com sede nas Bahamas, rapidamente virou artilharia para a oposição na Argentina. A imagem de Macri como membro de uma das famílias mais ricas e poderosas do país já lhe causou problemas no passado, a tal ponto que muitos viam esse assunto como um teto que o impediria de ser presidente – o que ele desmentiu ao derrotar o kirchnerismo na eleição de novembro de 2015. 

Segundo a reportagem, essa sombra retorna em forma de escândalo, embora o Governo insista em que não há nenhuma ilegalidade e que o dinheiro citado não era de Macri, e sim do conglomerado das empresas familiares, um dos maiores da Argentina. A oposição já iniciou uma ofensiva para fazer esse assunto deteriorar a imagem de um presidente que mantém boa avaliação após três meses de mandato, mas começa a enfrentar seus primeiros problemas importantes. Enquanto os kirchneristas se lançaram com toda força e exigiram explicações através dos mecanismos parlamentares para obrigar Macri a se pronunciar, setores mais moderados da oposição, como o dirigido pelo peronista dissidente Sergio Massa, exigem que o próprio presidente explique em detalhes todo o seu envolvimento nessa empresa. Inclusive uma aliada de Macri, Lilita Carrió, sentenciou no Twitter: “Macri deve apresentar as provas do que diz”. Todos pedem mais explicações, mas a Casa Rosada, consultada pelo EL PAÍS, informou que todas as necessárias já foram apresentadas.

O jornal espanhol diz que até agora o presidente não disse uma palavra e se limitou a emitir um comunicado no qual se esclarece que “Macri nunca teve, nem tem, uma participação no capital dessa sociedade”. A versão oficial desse comunicado argumenta que a empresa em questão, a Fleg Trading, “tinha como objetivo participar em outras sociedades não financeiras como investidora ou holding no Brasil, esteve vinculada ao grupo empresarial familiar e daí que o Senhor Macri fosse designado ocasionalmente como diretor, sem participação acionária”.

Texto traduzido e baseado em matéria do jornal El país. para ler na íntegra, clique no link abaixo:

https://internacional.elpais.com/internacional/2016/04/04/argentina/1459789903_906100.html