Hillary Clinton e Bernie Sanders, rivais na corrida eleitoral pela indicação dos democratas à Presidência dos Estados Unidos, criticaram a postura do concorrente republicano, Donald Trump, após os conflitos registrados neste fim de semana. O candidato, que tem ganhado destaque por suas declarações, enfrenta protestos onde vai e gera ainda mais polêmica ao incentivar respostas violentas a opositores.
Durante o fim de semana, a ex-secretária de Estado afirmou que o magnata instiga seus eleitores a serem violentos. "Ele está conduzindo uma campanha cínica, de ódio e medo, por uma razão: ganhar votos. Ele encoraja seus apoiadores a brigar com que não concorda com eles", ressaltou.
Hillary Clinton ainda destacou que é "a mais preparada" para desafiar e derrotar Trump porque "em 25 anos" de vida pública "não há mais nada que os republicanos já não tenham falado de mim".
O senador de Vermont, por sua vez, disse que o bilionário é um "mentiroso patológico" e também reforçou o coro de que ele incita o comportamento violento. "Trump deve dizer aos seus que a violência em um processo político é inaceitável" ressaltou complementando que "nenhuma pessoa racional fala em colocar muro ao redor dos Estados Unidos".
As falas dos democratas ocorreram em um final de semana de problemas para o pré-candidato republicano. Na noite de sexta-feira (11), o magnata cancelou o comício que faria em Chicago após protestos violentos entre grupos pró e contra Trump, que acabaram ferindo várias pessoas. No mesmo dia, um vídeo com um senhor idoso ameaçando matar quem não votasse no candidato viralizou nas redes sociais e foi repercutido por todas as emissoras.
No sábado (12), enquanto fazia um evento em Kansas City, um grupo de manifestantes invadiu o local criticando os discursos do bilionário. Naquele momento, ele afirmou aos presentes que "todos aqueles que protestam precisam ser presos". "Se fizerem isso uma vez, eles não vão mais protestar contra nada, amigos", teria dito o magnata de acordo com a emissora "CNN".
* Da agência 'Ansa Brasil'