Matéria publicada nesta sexta-feira (22) no El País, conta que ha algumas semanas atrás, a Dinamarca foi duramente criticada após anunciar planos de revistar os refugiados e confiscar o dinheiro encontrado, a fim de cobrir os gastos sociais acarretados pela presença deles. Em seguida, surgiu a revelação de que há anos a Suíça exige que refugiados entreguem o dinheiro do qual dispõem.
Segundo a reportagem, a prática já está sendo realizada em pelo menos dois Estados do sul da Alemanha: Baviera e Baden-Württemberg.
“Quando os solicitantes de asilo chegam pela primeira vez a um centro [de triagem], são revistados em busca de documentos, bens de valor ou dinheiro. Quando o dinheiro em espécie ou o valor dos objetos supera os 750 euros (3.360 reais), podem ser confiscados; ou então podem ser mantidos caso a pessoa tenha de restituir o dinheiro”, confirmou o ministro (secretário) bávaro do Interior, o social-cristão Joachim Herrmann.
O dirigente da CSU, partido que se destacou como o maior crítico da política migratória da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, não especificou se essa prática é habitual ou quantos recursos foram arrecadados dessa forma.
A Baviera, Estado alemão que mais sofre a pressão migratória, por ser a porta de entrada para a maior parte dos refugiados, não é um caso único. Baden-Württemberg, governado por uma coalizão de ecologistas e sociais-democratas, também exerce práticas confiscatórias. Nesse Estado, que é ao lado da Baviera um dos mais ricos da Alemanha, a polícia pode se apropriar de quantidades que superem os 350 euros.
O valor médio apreendido em dezembro superou os 1.000 euros, um dinheiro que mais tarde é distribuído pela administração local para fazer frente a gastos sociais.