ASSINE
search button

'Financial Times': Extremistas islâmicos representam uma ameaça à soberania asiática

Compartilhar

Matéria publicada nesta sexta-feira (15) no Financial Times, por Victor Mallet, conta que o primeiro estado islâmico auto-intitulado pós-guerra não foi estabelecido no mundo árabe, mas no Paquistão, sul da Ásia. Ele foi se expandindo para Mauritânia na África Ocidental,  Irão e, em seguida, chegou ao Afeganistão. os ataques de quinta-feira (14) em Jacarta, capital da Indonésia, onde morreram quatro pessoas em uma série de explosões, aumentou os receios sobre o aumento do terrorismo no maior país muçulmano do mundo.

Segundo a reportagem, enquanto o mundo se preocupa com a propagação do extremismo islâmico violento através do Oriente Médio, mais recentemente, sob a bandeira do Isis, há uma tendência para se esquecer a ameaça da violência e do fanatismo religioso que se rastejava entre as vastas populações muçulmanas da Ásia. É na Ásia, depois de tudo, que a maioria dos muçulmanos vivem. Lá, como na Europa e no Oriente Médio, Isis é uma marca popular entre os jovens militantes islâmicos. Mas a ideologia sunita puritana e sanguinário que ele representa tem aumentado sua influência há décadas, sob a orientação de outros grupos e governos, incluindo al-Qaeda, Arábia Saudita e uma infinidade de organizações locais.

Muitos ocidentais, porque suas próprias tropas morreram e lutaram lá em um passado recente, estão cientes da selvageria da guerra civil no Afeganistão entre o Taliban ultra-conservador e do governo em Cabul. Mas quantos lembram que nos últimos meses, os extremistas sunitas em Bangladesh mataram a golpes escritores liberais e atacaram estrangeiros, policiais, xiitas muçulmanos, hindus e cristãos? Alguém lembra que dezenas de recrutas das Maldivas foram lutar pela Isis na Síria?