Combate ao terrorismo e EI dominam debate republicano

Rubio e Cruz tentaram se estabelecer como alternativa a Trump

No ultimo debate do ano entre pré-candidatos republicanos o principal tema foi a segurança do país, após os ataques reivindicados pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) em San Bernardino, Califórina, e Paris, França, que deixaram dezenas de mortos nas últimas semanas.    

O favorito nas pesquisas, Donald Trump, não recuou em suas polêmicas propostas, como de proibir a entrada de muçulmanos no país ou de limitar o acesso à Internet. "O país está fora de controle", defendeu.    

O libertário Rand Paul rebateu, dizendo que "se proibirmos certas religiões, se censurarmos a Internet, os terroristas terão vencido".    

Jeb Bush, filho e irmão dos ex-presidentes George Bush (Bush Pai) e George W. Bush, respectivamente, chamou Trump de "um candidato caótico". "Ele é ótimo com frases de efeito, mas não é o líder que nosso país precisa para se manter seguro".    

Comentadores concordaram que essa foi a participação mais afiada do pré-candidato nos debates, mas não acham que isso seja suficiente para garantir uma boa representação nas pesquisas de intenção de votos.    

Dominando os holofotes, Marco Rubio e Ted Cruz, que é atualmente o segundo colocado nas pesquisas, brigaram pelo posto de principal alternativa ao polêmico magnata.    

Cruz ameaça os demais candidatos, especialmente o empresário, nas primárias de Iowa, o primeiro estado a realizar a votação, dentro de seis semanas. O debate realizado pela emissora "CNN" em Las Vegas na noite da última terça-feira, dia 15, foi o primeiro em mais de um mês, após os atentados na França e na Califórnia. Ainda foram debatidos temas como a reforma imigratória, monitoramento do governo e a política externa dos Estados Unidos.