ASSINE
search button

Chavistas realizam última sessão com maioria na Assembleia

Compartilhar

Após 15 anos comandando a Assembleia Nacional da Venezuela, os chavistas presidiram a última sessão em que contam com ampla maioria de parlamentares nesta terça-feira (15).    

A reunião foi convocada pelo então presidente da Casa, Diosdado Cabello, que prometeu cumprir com toda a agenda legislativa até o fim deste ano. Na pauta do encontro, há diversas análises de projetos de cooperação e de relações exteriores.    

Agora, a Assembleia se reunirá apenas no dia 5 de janeiro, em sessão já presidida pela oposição aos chavistas. Após esse período, o panorama político venezuelano ficará "muito complicado", segundo especialistas ouvidos pela reportagem. 

"Após as eleições abre-se um panorama política muito complicado para o país porque a resposta do governo tem sido a pior, um comportamento arrogante, beligerante e essa conduta pode levar a um terreno muito perigoso", diz o analista político e professor, Johan Perozo.    

Isso porque, após ficar com apenas 55 dos 167 deputados, o governo declarou uma "guerra" contra a oposição. O presidente Nicolás Maduro destacou que "não deixará" que a revolução bolivariana "seja perdida", mas afirmou que abrirá canais de diálogo com os opositores.    Por outro lado, o ex-embaixador da Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA) Roy Chaderton acredita que "haverá convulsões a medida em que se queira retroceder ao passado".    

"Eu sou otimista. No mais, tenho grande vontade de combater. Eu tenho minha experiência burocrática, que pode ser muito boa. É certo que agora haverá um contra-ataque feroz e maldoso da direita que vem resgatar os espaços de influência política que perdeu. Sem dúvidas, isso será muito difícil para eles", finalizou.