Exato um mês depois dos atentados de 13 de novembro em Paris, que mataram 130 pessoas, os franceses foram às urnas neste domingo (13) para o segundo turno das eleições que definirão os governadores e as assembleias legislativas das 13 regiões da França Metropolitana (incluindo a Córsega) e dos territórios ultramarinos de Guadalupe, Guiana Francesa, Martinica e La Réunion.
Às 17h (horário local), a afluência era de 50,54%, 7,5 pontos percentuais a mais do que o registrado no primeiro turno, em 6 de dezembro. O pleito marca uma rara união entre o Partido Socialista, do presidente François Hollande, e a legenda conservadora Os Republicanos, do ex-mandatário Nicolas Sarkozy, para tentar conter o avanço do movimento de extrema-direita Frente Nacional (FN), liderado por Marine Le Pen.
Das 13 regiões da França Metropolitana, a FN saíra vencedora na semana passada em seis, forçando alianças entre socialistas e republicanos para evitar que zonas importantes caiam nas mãos do partido xenófobo. Em âmbito nacional, a Frente Nacional obtivera 27,89% dos votos, contra 26,65% da legenda de Sarkozy e 23,12% da sigla de Hollande.
Candidata ao governo de Norte-Pas-de-Calais-Picardia, Marine Le Pen votou às 11h, na cidade de Hénin-Beaumont. Ela enfrenta o republicano Xavier Bertrand, também apoiado pelos socialistas e dono de um ligeiro favoritismo, segundo as últimas pesquisas.
Outra representante da família Le Pen, a jovem Marion Maréchal, de apenas 25 anos, disputa o comando da região de Provença-Alpes-Côte d'Azur, onde desafia o também conservador Christian Estrosi.