Parlamento italiano começa a discutir união civil gay

Motivo de tensões na base aliada do primeiro-ministro Matteo Renzi, o projeto de lei que autoriza as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo na Itália começará a ser discutido no Senado nesta quarta-feira (14).    

Um dos principais partidos da coalizão governista, o conservador Nova Centro-Direita (NCD), é contra um dos itens do projeto, aquele que permite a adoção do filho biológico do parceiro ou da parceira por parte do cônjuge. Ainda assim, o texto continua proibindo que casais homossexuais adotem crianças.    

Segundo o ministro do Interior Angelino Alfano, líder do NCD, os pequenos "têm direito a uma mãe e a um pai". No passado, o conservador já até ameaçara abandonar a coalizão de Renzi caso fosse aprovado o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tema que não deve entrar na pauta do Parlamento por enquanto.    

Já o primeiro-ministro, que pertence ao centro-esquerdista Partido Democrático (PD), prometeu dar "liberdade de consciência" para seus correligionários votarem. Contudo, o texto que será levado ao Senado é fruto de um amplo acordo dentro da sigla e deve ser apoiado por ela.    

"Espero que se possa discutir sobre as uniões civis sem tons de furor ideológico, mas tentando encontrar um ponto em comum", disse o premier. No último mês de julho, a Corte Europeia de Direitos Humanos, sediada em Estrasburgo (França), condenou a Itália por não permitir a união civil entre homossexuais.