El Pais: Todos contra a China

Países de língua espanhola que participam na TPP  aumentam dependência das grandes potências

Em matéria publicada hoje pelo El País, o jornalista Antonio Navalón afirma que estão todos contra a China. O comércio é o campo de batalha da ordem mundial em que vivemos atualmente. No Acordo de Parceria Pacífico, conhecido pela sigla, TPP, o mais significativo é o estabelecimento de cláusulas que protegem a propriedade intelectual e a expansão de novas indústrias da China, no sentido de que tudo o que existe no mercado pode ser tomado por bem ou por mal. Vale lembrar que os  Estados Unidos, depois de ficar com quase 60.000 mortos e 300.000 feridos, investiu mais de 9% do PIB e enviou mais de 2,5 milhões de tropas para o Vietnã, através de um tratado comercial. Hoje, a realidade imposta pela revolução das comunicações, a violação dos valores, a ausência de segredos e a dificuldade de proteger a segurança de qualquer Estado colocam o mundo inteiro em uma realidade completamente diferente.

Segundo a matéria do jornal de Madri, a TPP, que tem sido articulada desde que Barack Obama decidiu que havia passado da hora do Oriente Médio e as guerras do século XXI travada na Ásia, marca o início de um caminho que exige profunda reestruturação. Precisamos deixar os mares do Atlântico e do Mediterrâneo, assim como nossos acordos e desacordos, a nossa vida e a morte, e recuperar o Pacífico. E agora a China, cuja força não  trabalharpara satisfazer os caprichos do Ocidente, e no meio da construção de seu mercado interno, e sim na sua expansão regional. Portanto, precisamos reviver o Japão. O TPP é tão ultrapassado para os americanos como para grupos de negócios que formam os partidos  espanhóis. Será que eles têm a oportunidade de fazer melhor? Em resumo, sim. Mas, especificamente, há muito o que lutar pelo mesmo pedaço da torta.

A conclusão da notícia do El país, é de que em meio a tudo isso, é positivo que a América Latina seja parte desse movimento, já que suas encostas são banhadas pelo Pacífico, mas o importante é que cada um desses governos têm oportunidades que dependerão das condições da sua participação na aliança.