Nobel da Paz vai para quarteto de diálogo nacional na Tunísia

Prêmio Nobel da Paz vai para o quarteto de diálogo nacional na Tunísia. O resultado foi anunciado em Oslo (Noruega) na manhã desta sexta-feira (9/10).  

O grupo é composto por quatro organizações: a União Geral Tunisiana do Trabalho (UGTT, um sindicato), a União Tunisiana da Indústria, do Comércio e do Artesanato (Utica, patronato), a Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia (ONAT) e a Liga Tunisiana dos Direitos Humanos (LTDH).

De acordo com o comitê que entrega o prêmio "por sua decisiva contribuição para a construção de uma democracia pluralista no país durante a revolução de 2011". 

A Revolução de Jasmim foi o início do processo para derrubada do regime de Ben Ali na Tunísia e deflagrou também a Primavera Árabe em outros países da região, como Egito, Líbia e Síria. Ação das quatro organizações teve influência nessas regiões da África e do Oriente Médio.

O líder do UGTT, Houcine Abassi, disse que a atribuição do Nobel da Paz ao Quarteto de Diálogo Nacional tunisiano, instância que permitiu conduzir a transição no país, "é uma homenagem aos mártires da democracia tunisiana"

"Este esforço feito por nossa juventude permitiu que o país virasse a página da ditadura e também "dos partidos políticos que aceitaram estar na mesa de negociações para encontrar soluções às crises políticas no país" acrescentou Houcine Abassi.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, celebrou a escolha em sua conta no Twitter: "O Nobel da Paz ao Quarteto do Diálogo Nacional tunisiano mostra o caminho para resolver as crises na região: unidade nacional e democracia".

Na lista de favoritos para ganhar o prêmio estavam Papa Francisco, Angela Merkel, um padre da Eritreia e um médico congolês.

Os vencedores dividirão os 8 milhões de coroas suecas (US$ 963 mil) concedidos pelo prêmio.

Por Denise de Almeida