Sob pressão, prefeito de Roma pode renunciar ao cargo

Ignazio Marino já perdeu seu vice-prefeito e dois assessores

O prefeito de Roma, Ignazio Marino, está prestes a anunciar sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (08), informam assessores e fontes ligadas a sua sigla, o Partido Democrático (PD). Está em curso uma reunião da junta governativa e o atual líder está consultando seus aliados mais fiéis sobre o tema.

    Nesta manhã, o vice-prefeito, Marco Causi, e dois assessores muito próximos à Marino, Stefano Esposito e Marco Rossi Doria anunciaram que estavam deixando o governo. "A situação terminará, inevitavelmente, com o fim desta administração.

    Manifestou-se um quadro que não há mais como andar para frente", disse Esposito, senador e assessor de Transportes da capital.

    A situação do prefeito vem se desgastando ao longo dos meses.

    Porém, nesta semana, foi revelado que Marino gastou 150 mil euros em 2014 (cerca de 12,5 mil euros por mês) para pagar jantares, hospedagens, encontros e cerimônias oficiais. O fato esgotou as relações de Marino com aliados e até mesmo dentro do PD e a pressão para que deixe o posto está se tornando insustentável. Ontem (07), Marino afirmou em pronunciamento que iria devolver todas as despesas, mas mesmo assim, o anúncio não provocou reações positivas. Segundo fontes ligadas ao governo, o prefeito está com uma posição firme e não quer deixar o posto. Caso ele deixe a prefeitura, a sua renúncia se torna irrevogável em 20 dias após a entrega do cargo ao Conselho regional. Assim, inicia o procedimento para escolher o novo Conselho e finalizam-se todos os cargos políticos atuais. O prefeito da região, Franco Gabrielli, nomeia então um Comissário que fará o processo eleitoral. (ANSA)