Para Otan, ataques russos na Síria ajudam Assad

Ministros de Defesa do grupo se reúnem hoje em Bruxelas

Para o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, os ataques russos na Síria não têm como objetivo o grupo jihadista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), mas sim grupos opositores, ajudando o governo de Bashar al-Assad.

    "Não é uma contribuição construtiva", disse, acrescentando que, "a longo termo, não existe uma solução militar" e deve haver uma transição política, para que o presidente deixe o poder.

    Em encontro dos ministros de Defesa da Otan, em Bruxelas, o britânico Michael Fallon disse que a Rússia "tem que parar o bombardeio em áreas não controladas pelo EI" e, ao invés disso, "apoiar países como a Turquia e Jordânia".

    Ainda segundo ele, é preciso pedir "explicitamente à Rússia que pare de apoiar o governo de Assad e que use sua influência construtiva sobre o regime para parar o bombardeio contra civis".

    Russos - Pesquisas realizadas pelo instituto independente Levada Center apontam que cerca de 72% da população russa apoia a ofensiva na Síria. Quase 40% , no entanto, teme que a intervenção possa virar uma nova Guerra do Afeganistão (1979-1989).

    A sondagem foi realizada em 134 cidades de 46 regiões russas entre 2 e 5 de outubro. Mais de 1.500 pessoas foram questionadas.

    Ataque - O chefe do Estado Maior das Forças Armadas sírias, o general Ali Abdullah Ayub, disse que a ofensiva contra "terroristas", como chamam todos os opositores, foi lançada hoje após ataques aéreos russos contra o Estado Islâmico e outros grupos.

    Dados das Nações Unidas (ONU) apontam que ao menos 250 mil pessoas morreram desde o início do conflito interno sírio, em março de 2011. (ANSA)