Fontes próximas às negociações para um acordo nuclear entre o Irã e o grupo de países 5+1 disseram que o documento irá por fim ao embargo de armas dos ocidentais aos iranianos. Em entrevista à agência Fars, elas relataram que o Irã não será mais submetido a nenhum embargo e que todas as medidas em tal sentido serão revogadas por uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas no dia em que o pacto será assinado.
Porém, alguns setores poderão sofrer restrições por um período limitado. As seis potências mundiais (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, China, França e Alemanha) e o país dos aiatolás devem anunciar o acordo final ainda nesta segunda-feira (13). Agora, os dirigentes estariam escrevendo a extensa declaração em vários idiomas e de maneira muito meticulosa, para não haver dúvidas sobre seu conteúdo. Ainda de acordo com a Fars, o documento compreende uma série de compromissos que estão em linha com as "red lines" determinadas pelo guia supremo Ali Khamenei, com uma série de medidas limitadas e temporárias que permanecerão válidas por diversos períodos de tempo.
A próxima resolução do Conselho de Segurança, sempre seguindo a fonte da Fars, será a última emitida sobre o mérito do programa nuclear iraniano, que não será mais examinado à luz do capítulo 7 da Carta da ONU (relativa à ameaça da paz mundial). "Esta é a primeira vez que um país sujeito ao capítulo 7 conseguiu sair e por fim ao próprio caso através de uma negociação diplomática", destacou.
O chefe da Agência Atômica Iraniana, Ali Akbar Salehi, afirmou à agência Irna que nenhuma questão técnica ficou em aberto e que agora estão sendo debatidas mais questões políticas do que específicas. Para Salehi, o time iraniano de negociadores fez seu melhor para evitar que as restrições temporárias que permanecerão tenham qualquer impacto sobre as atividades nucleares nacionais.
O atual encontro, que ocorre em Viena, na Áustria, deveria ter terminado no dia 30 de junho, mas foi estendido por duas vezes para acertar poucos itens ainda pendentes. O embargo contra os iranianos já vigora há mais de uma década e, caso o documento seja aprovado pelos líderes, vários países precisarão submeter o texto aos seus Congressos. (ANSA)