Grécia cede aos credores

Tsipras foi eleito em janeiro com a promessa de acabar com a austeridade no país

A Grécia começa a ceder com a chegada do prazo para pagamento do empréstimo bilionário, mesmo com a oposição do premiê Alexis Tsipras líder do partido Syriza, da esquerda radical. Tsipras foi eleito em janeiro com a promessa de acabar com a austeridade no país. Durante as eleições, o premiê, então candidato, criticava os cortes na economia executados pelo governo anterior.

A lista de medidas propostas pela Grécia na reunião desta segunda pode gerar receitas de até 2,95 bilhões de euros para o país apenas em 2015. Entre as principais medidas, estão previstas reformas no imposto sobre o consumo, que traria receita de 680 milhões de euros em 2015 e 1,36 bilhão em 2016. Nas pensões, as medidas incluem aumento das contribuições em 3,9%, que garantiria receita de 350 milhões de euros em 2015 e 800 milhões em 2016.

Há ainda cortes na despesa militar, que garantiriam 200 milhões de euros em 2016, venda de licenças 4G e 5G, com retorno de 350 milhões no próximo ano, além de imposto especial sobre lucros de empresas acima de 500 mil euros, de 12%, que iria pode trazer o maior lucro para o país: até 945 milhões de euros em 2015 e 405 milhões em 2016.

A Grécia passa por um impasse diante de dificuldades de acordo entre o governo grego e os credores de sua dívida (União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu). No próximo dia 30, a Grécia deve pagar ao FMI 1,6 bilhão de euros - dinheiro que não tem em caixa. Para fazer o pagamento, o país depende de ajuda financeira. Porém, 7,2 bilhões de euros em ajuda estão bloqueados, sob a condição de que a Grécia realize reformas econômicas.