Itália: governador da Lombardia pode ser indiciado

O procurador Eugenio Fusco pediu nesta quarta-feira (3) o indiciamento do governador da Lombardia, Roberto Maroni, por irregularidades envolvendo a Expo Milão 2015, que acontece na capital do estado comandado por ele.    

Segundo a acusação, o político, que é membro do partido de extrema-direita Liga Norte, teria exercido "pressões" para beneficiar duas ex-funcionárias do tempo em que ele foi ministro do Interior da Itália (2008-2011): Mara Carluccio e Maria Grazia Paturzo.    

No primeiro caso, Maroni teria usado seu chefe de gabinete, Giacomo Ciriello, para pressionar dirigentes da Expo a colocarem Paturzo em uma delegação da feira que iria a Tóquio. No fim das contas, a mulher acabou não integrando a missão, já que alguém da equipe do governador teria abortado a viagem devido à relação estreita que existe entre os dois.    

Já no segundo episódio, Maroni teria forçado para que Carluccio fosse contratada pelo instituto de pesquisas Éupolis. De acordo com a Procuradoria, o político não tinha conseguido colocar as duas ex-colaboradoras em sua equipe no governo da Lombardia porque tais admissões estariam sujeitas aos controles do Tribunal de Contas das Regiões. Por isso, ele e seu chefe de gabinete pressionaram dirigentes da Expo e do centro de estudos para contratá-las.    

"Após um ano, finalmente o inquérito foi encerrado, já era tempo. Se para um absurdo desses é preciso um ano, pobres de nós. Eu estou tranquilíssimo", disse Maroni. Se condenado, ainda que em primeiro grau, ele pode até ser suspenso do cargo.  Se a sentença for definitiva, o governador será cassado e ficará inelegível por seis anos.