Maioria de europeus votará em opositor de Blatter

Apesar do escândalo, algumas federações ainda apoiam presidente

O presidente da Uefa, Michel Platini, afirmou nesta quinta-feira (28) que a maior parte das federações europeias votará no príncipe da Jordânia, Ali Bin Al-Hussein, no pleito que escolherá o novo presidente da Fifa.

    "A grande maioria dos países europeus votará amanhã no príncipe Ali. Faço um apelo para todas as federações mundiais e peço que votem no príncipe. A Europa fará assim. É importante que também outras nações se unam enquanto há tempo de mudar", disse Platini. Segundo cálculos do líder europeu, entre "53 e 54 países" já desistiram de votar no atual presidente, Joseph Blatter, nas eleições desta sexta-feira (29). O dirigente francês ainda destacou que pediu para que o suíço se demitisse do cargo presidencial, mas ele afirmou que não faria isso "porque agora já é tarde".

    Porém, entre aqueles que são membros da Uefa, duas federações já afirmaram que não seguirão a indicação da Presidência. A União de Futebol da Rússia declarou que manterá o apoio a Blatter e o mandatário da Federação Francesa de Futebol, Noel Le Graet, também disse que não mudará sua intenção de votar no quinto mandato do suíço.

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    Diferentemente dos europeus, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) confirmou seu apoio ao atual mandatário e se disse contra qualquer movimento que tente atrasar a votação programada para amanhã. A entidade ainda descreveu sua "decepção e tristeza" com as prisões realizadas ontem (28).

    Nesta quinta-feira, uma ação desencadeada pelos Estados Unidos e pela Suíça prendeu sete altos dirigentes da entidade por denúncias de corrupção na venda de direitos de competições.

    Entre os detidos, está o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marín.

    As federações das Américas, as mais atingidas pelo escândalo, não manifestaram se irão mudar sua posição de apoiar Blatter.

    (ANSA)