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Brasil e China têm papel de destaque na construção de nova ordem global

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A presidente Dilma Rousseff destacou, nesta terça-feira (19), que a parceria entre o Brasil e a China é particularmente importante em 2015, quando as Nações Unidas celebram 70 anos. “Reiterei que ela nos permitirá aprofundar a nossa perspectiva em favor da reforma do Conselho de Segurança da ONU”, disse Dilma ao receber a visita oficial do primeiro-ministro da República Popular da China, Li Keqiang.

“O primeiro-ministro Li e eu compartilhamos a expectativa de que a próxima Cúpula do Brics, em Ufa, na Rússia, acelerará a implantação do Novo Banco de Desenvolvimento e do Acordo Contingente de Reservas, que aprovamos no ano passado, na presença do presidente Xi Jinping, em Fortaleza”, acrescentou.

A presidente Dilma informou que Brasil e China também renovaram seu compromisso de atuar no G20 em defesa da reforma das instituições financeiras multilaterais. “O FMI [Fundo Monetário Internacional] e o Banco Mundial ainda não refletem em sua governança o peso dos países emergentes”, enfatizou.

>> Brasil e China fecham acordos de US$ 53 bilhões

O Brasil, lembrou a presidente, ao tornar-se membro fundador do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, passa a ter também novas oportunidades de ampliar a participação das empresas brasileiras nos mercados chinês e asiático.

Para reforçar a importância da parceria, Dilma disse que declaração bilateral sino-brasileira sobre a mudança do clima reflete “nosso compromisso com a redução de emissões de gases de efeito estufa e a determinação de atuar em coordenação no âmbito do Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China), visando ao êxito da 21ª Conferência das Partes (COP 21), em dezembro, em Paris”.