Um primo do presidente sírio, Bashar al-Assad, está entre os clientes da filial suíça do banco HSBC, que é suspeita de ajudar correntistas vips a cometerem fraude fiscal. Rami Makhoul mantinha US$ 15 milhões em sua conta, de acordo com o jornal britânico "The Guardian". Makhouf é íntimo de Assad e desde 2008 seu nome foi inserido na lista negra de sanções dos Estados Unidos. Nesta sexta-feira (13), o jornal britânico também divulgou que, entre os clientes do HSBC na Suíça, está Rachid Mohamed Rachid, ex-ministro da Indústria do Egito na gestão de Hosni Mubarak.
Ele foi condenado a cinco anos de prisão por apropriação indevida de dinheiro público. Outro nome na lista do HSBC é Belhassen Trabelsi, cunhado do ex-presidente tunisiano Ben Ali, cuja conta corrente era de US$ 30 milhões entre os anos 2006 e 2007.
O HSBC na Suíça é alvo de um escândalo sobre fraude fiscal, revelado pelo grupo International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ). Cerca de 106 mil contas secretas mantidas pelo banco estão sendo investigadas. As informações se referem a contas abertas entre 1998 e 2007. Os dados sigilosos foram roubados dos escritórios do HSBC em Genebra por um ex-funcionário, Hervé Falciani, em 2008, e entregues às autoridades francesas. O ICIJ divulgou as informações.