Em vídeo, Estado Islâmico anuncia decapitação de refém americano

O refém norte-americano Peter Kassig foi decapitado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), que tenta estabelecer um califado no norte da Síria e do Iraque. A morte foi anunciada em um novo vídeo publicado pelos jihadistas neste domingo (16). Nas imagens, eles também anunciam a morte de cerca de 20 soldados sírios.

Kassig, de 26 anos, tinha sido sequestrado em 1 de outubro de 2013, na Síria, onde trabalhava com ajudas humanitárias. Após atuar no Iraque pelo Exército dos EUA, Kassig se converteu ao Islã e fundou uma ONG.

Por sua vez, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse estar "horrorizado" com a morte do refém. "Estou horrorizado com o assassinato a sangue frio. O EI mostrou mais uma vez sua maldade", escreveu o premier em sua página no Twitter.

Acredita-se que o executor do norte-americano seja, mais uma vez, o jihadista "John", que aparece nos vídeos de decapitação dos reféns James Foley e Steven Sotloff. As autoridades norte-americanas e europeias têm indícios de que "John" seja um cidadão britânico, provavelmente de Londres, que se converteu ao Islã.

A Casa Branca, por sua vez, disse que está "trabalhando o mais rápido possível" para verificar a autenticidade do vídeo divulgado hoje pelo EI. "Caso seja verdadeiro, trata-se de uma morte brutal, de uma pessoa inocente", comentou o governo dos EUA.

Neste sábado, no entanto, o jornal "Mail on Sunday" divulgou que "John" teria sido ferido durante ataques da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.