A União Europeia está no meio de uma disputa com o Brasil sobre os programas locais de automóveis e outras indústrias. A UE pede para que a Organização Mundial do Comércio a crie de um painel para organizar a questão. As informações são do jornal Financial Times.
"As medidas fiscais brasileiras dão uma vantagem injusta aos produtores nacionais e vão contra as regras da OMC", disse a UE. O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, declarou, porém, que irá comprovar que as leis do Brasil seguem as regulações da OMC.
Dilma lançou uma série de iniciativas para promover o uso de conteúdo local nos equipamentos e produtos de consumo vendidos no Brasil, dos setores de petróleo e automotivas até o de telecomunicações.
Uma das medidas mais impopulares, diz o jornal foi o aumento de até 30% do valor do carro, dependendo da quantidade de produtos importados que vem no carro.
A UE, o maior parceiro comercial do Brasil, alega que o Brasil se tornou protecionista nos últimos anos. A UE alega que o Brasil restringe o comércio, exigindo que os fabricantes brasileiros usem componentes nacionais. Ainda segundo a reclamação da UE, isso promove a substituição de importações e traz estrangeiros para o país e fere os exportadores da UE de produtos acabados.
O pedido da UE serpa discutido em uma reunião no final do mês de novembro. Apesar da queixa da UE, os quatro principais montadoras com instalações de produção no Brasil incluem dois grandes operadores europeus, Fiat e Volkswagen. Eles, juntamente com os outros dois grandes produtores, General Motors e Ford, estão sofrendo uma desaceleração acentuada e são esperados para apelar ao governo para manter incentivos fiscais nacionais de apoio à indústria.