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Papa pede que comunidade internacional responda ao Estado Islâmico

Pontífice condenou violência contra cristãos no Oriente Médio

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Na abertura do Consistório Ordinário Público no Vaticano, nesta segunda-feira (20), o papa Francisco pediu uma resposta da comunidade internacional contra os terroristas que atuam no Oriente Médio. Segundo o Pontífice, a violência no Iraque e na Síria atingiu "níveis antes inimagináveis" e precisa de uma "resposta adequada da comunidade internacional".

    Jorge Bergoglio afirmou que os cristãos "são perseguidos e precisaram deixar suas casas de maneira brutal" e que é necessário o fim desta "situação injusta e muito preocupante". "Não podemos imaginar o Oriente Médio sem os cristãos, que há dois mil anos confessam a fé em nome de Jesus", ressaltou o líder da Igreja Católica.

    O Consistório, que analisa duas causas para canonização, conta com a presença de patriarcas do Oriente Médio e serve também para informar os membros da Igreja sobre a situação dos cristãos na região e os empenhos da instituição no local. Francisco ressaltou que, no dia seguinte ao fim do Sínodo Extraordinário sobre a Família, "quis dedicar esse Consistório, além das canonizações, a uma questão que está muito em meu coração, sobre o Oriente Médio e, em particular, a situação dos cristãos na região".

    Ele ainda ressaltou que "assistimos a um fenômeno de terrorismo de dimensões inimagináveis. Parece que se perdeu a consciência do valor da vida humana, parece que as pessoas não contam e se possa sacrificar os interesses dos outros. E isso ocorre, infelizmente, com a indiferença de muitos".

    Apesar de tudo, Bergoglio disse que "está seguro que, com a ajuda do Senhor, surgirão reflexões válidas e ideias para poder ajudar nossos irmãos que sofrem. Também para vir de encontro com o drama da redução da presença cristã na terra onde nasceu e se difundiu o cristianismo".