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Polícia fecha clínica do 'horror' na Itália

Idosos e pessoas com problemas mentais sofriam maus tratos

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Uma operação da polícia em Molise prendeu 13 pessoas, entre elas o prefeito da cidade, Angelo Iorio, após descobrir , nesta quarta-feira (8), uma clínica que realizava maus tratos em seus pacientes, na maioria, idosos e pessoas com problemas psiquiátricos. O prefeito é o dono da clínica. A denúncia partiu de familiares de um paciente, que apresentava marcas no corpo.

    Além dos 13 detidos em prisão domiciliar, a divisão de saúde da polícia italiana (NAS) investiga 20 suspeitos que estariam ligados à chamada "clínica do horror", na pequena cidade na região de Montaquila. Segundo as investigações, os pacientes eram trancados nos quartos e amarrados nas camas. A polícia afirmou que a residência tinha estrutura para receber 150 pacientes, mas continha 180. Além disso, as condições sanitárias do local não eram adequadas.

    Apesar da prisão domiciliar, Iorio conseguiu liberação para ficar internado em um hospital em Nápoles.

    O procurador chefe da província de Isernia, Paolo Albano, comparou a clínica ao campo de concentração de Auschwitz, usado pela Alemanha no período nazista. "Nessa estrutura, era como um campo de concentração. Seus gritos não eram ouvidos", disse Albano, que citou as péssimas condições de limpeza do local e como os pacientes eram tratados com descaso.

   "Esse comportamento é inaceitável e deve ser punido", afirmou a ministra da Saúde italiana, Beatrice Lorenzin. (ANSA)