Austrália aprova ataques aéreos contra Estado Islâmico no Iraque

Segundo a CNN, grupo islâmico conseguiu invadir cidade de Kobane

O governo australiano autorizou nesta sexta-feira (3) o envio de ajuda à coalizão que bombardeia o grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis) na Síria e no Iraque. O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, afirmou que o país participará dos bombardeios no território iraquiano. "O EI declarou guerra ao mundo e, por isso, deve ser combatido", disse. A Austrália também decidiu enviar tropas especiais para dar "assistência às forças iraquianas, planejar e coordenar as operações". O país, no entanto, não participará diretamente de missões militares em solo. A decisão da Austrália vem um dia após a Turquia aprovar também o envio de tropas e bombardeios contra o EI. Atualmente, uma coalizão liderada pelos Estados Unidos realiza ataques aéreos contra alvos estratégicos do grupo islâmico, que tenta estabelecer um califado sunita no norte da Síria e do Iraque. A coalizão conta com o apoio da França e do Reino Unido, entre outros. A entrada da Turquia na coalizão ocorre no momento em que o EI se aproxima de sua fronteira. "Faremos todo o possível para impedir que os jihadistas conquistem a cidade síria de Kobane, na nossa fronteira", disse o premier Ahmet Davutoglu.

    A emissora norte-americana CNN, porém, informou nesta sexta-feira que os extremistas islâmicos entraram na região sudoeste da cidade. O EI é formado por extremistas sunitas, muitos provenientes da Europa, que partiram para o Oriente Médio durante a guerra da Síria. Para criar seu califado, o grupo adota métodos extremos, como decapitações, sequestros e mutilações. Pessoas de outras religiões também são perseguidas pelo EI. Até o momento, os jihadistas decapitaram dois norte-americanos, um francês e um britânico, como forma de pressionar a coalizão internacional a interromper os ataques aéreos. (ANSA)