Primeiro-ministro diz que Itália precisa de uma mudança radical

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, afirmou em entrevista ao jornal norte-americano Washington Post que o país precisa de uma mudança radical em todos os setores. "Tudo precisa mudar na Itália e nós mudaremos. Eu acredito que as pessoas estão ao nosso lado e não dos sindicatos. É fácil explicar, mas não é fácil realizar, pois se fosse fácil, alguém já teria feito. A Itália precisa de uma mudança radical", disse o premier.

Renzi foi questionado sobre o "combate" que está tendo com os sindicatos italianos por culpa das mudanças que quer fazer na legislação trabalhista. "Em geral, eu acho o papel dos sindicatos importantes, mas é importante passar a mensagem de que, se eles estão contra as propostas, que nos deixem e continuem seu caminho. Não estamos ligados ao destino dos sindicatos", destacou.

Ao ser questionado sobre a política internacional da Itália, o primeiro-ministro destacou que a coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, está "absolutamente correta em resolver o problema do terrorismo no Iraque, na Síria e na Líbia". Porém, ele destacou que o país oferecerá ajuda "humanitária e logística". E Renzi ainda ressaltou que foi o "primeiro premier a ir para o Curdistão" e que "está pronto para participar da coalizão internacional há semanas, não somente agora".

Perguntado sobre o fato do governo italiano ser próximo à Rússia, Renzi rebateu. "Meu país ficou ao lado das instituições europeias e em uma união transatlântica com os EUA. Nós tomamos as mesmas decisões que os europeus e os norte-americanos. E é importante esperar uma estratégia diferente da Rússia na Ucrânia ao implementar um cessar-fogo e o processo de paz. Eu não sou o primeiro-ministro da Ucrânia ou da Rússia, mas sei que quando há uma possibilidade de cessar-fogo, é importante seguir nessa direção", disse o premier.