China vai apoiar Hong Kong contra protestos

Pequim pede para que outros países não se envolvam na crise

Após o pedido do chefe de governo de Hong Kong, Chun-Ying Leung, nesta terça-feira (30) para que os manifestantes encerrem imediatamente os protestos que ocorrem nos últimos dias, a China declarou que vai apoiar Leung nas ações contras as manifestações consideradas ilegais.

    "Sustentamos totalmente o governo da região autônoma especial de Hong Kong para afrontar o problema de atividades ilegais dos manifestantes", afirmou a porta-voz da diplomacia de Pequim, Hua Chunying.

    O chefe do governo de Hong Kong afirmou que alguns serviços essenciais estão com dificuldades, devido aos bloqueios das principais vias pelos manifestantes. Leung, que negou pedir demissão, um dos pedidos dos líderes dos protestos, excluiu a intervenção do Exército de Liberação Popular chinês.

    Os líderes dos protestos expressaram a vontade em encontrar-se com Leung. Segundo eles, o local ocupado pelos manifestantes será batizado de praça da democracia.

    Intervenção externa - No comunicado emitido pela porta-voz da diplomacia, a China que rebateu qualquer possibilidade de interferência internacional sobre a crise em Hong Kong.

    "As questões de Hong Kong são assuntos internos chineses. Por isso, pedimos que sujeitos externos não interfiram de modo algum", disse a porta-voz, referindo-se aos comentários dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido, que pediram diálogo entre governo e manifestantes.

    O primeiro-ministro britânico, David Cameron, se disse preocupado com a situação do ex-protetorado da Grã-Bretanha, que voltou ao poder da China em 1997.

    Milhares de pessoas marcharam por Hong Kong nos últimos dias para apoiar os estudantes que protestam contra a decisão de Pequim de impor limitações sobre as eleições previstas em 2017. (ANSA)