A polícia do Paquistão anunciou nesta sexta-feira (12) que prendeu dez militantes do grupo Shura, afiliado ao Tehrek-e-Taliban Pakistan (TTP), que tentaram assassinar a jovem Malala Yousafzai, 16 anos, e suas duas amigas, Kianat e Shazia, em 2012. Segundo o diretor-geral do Exército (Ispr), general Asim Saleem Bajwa, os dez acusados serão levados imediatamente ao tribunal antiterrorismo para serem julgados pelo ataque realizado no dia 9 de outubro de 2012.
Naquele dia, dois terroristas se aproximaram do ônibus em que Malala viajava. Eles a chamaram pelo nome e assim que ela olhou para os milicianos, eles disparam contra ela atingido seu rosto e afetando sua visão.
Mesmo sendo adolescente, Malala defendia abertamente os direitos aos estudos das crianças paquistanesas, algo proibido pelos extremistas islâmicos. Ainda de acordo com Bajwa, esse mesmo grupo realizou atentados contra outras 22 pessoas consideradas "importantes personalidades" no Vale do Swat.
Atualmente, a jovem estuda em Londres e continua a defender os direitos das mulheres por todo o mundo. (ANSA)