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Obama volta a negar envio de soldados ao Iraque

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 O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu que continuará apoiando o Exército do Iraque em bombardeios aéreos contra extremistas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis), mas negou que enviará soldados em terra e afastou a ideia de um envolvimento com o conflito similar à guerra de 2003. "Isso que estamos fazendo não é o equivalente à guerra no Iraque de 2003", afirmou Obama, em entrevista à rede NBC, prometendo fazer um discurso no início da semana para explicar a operação dos EUA no Iraque. "Não se trata de enviar mais 100 mil solados ao Iraque. O anúncio que farei não é sobre isso. O nosso objetivo é criar uma coalizão internacional e apoiar as tropas iraquianas e curdas nos bombardeios aéreos, para enfraquecer o EI e restringir ao máximo a porção de território controlada pelo EI", afirmou o mandatário.   

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 Segundo ele, "as tropas em campo precisam ser iraquianas", pois "não faz sentido que os Estados Unidos ocupem países no Oriente Médio. Não tem recursos para isso". Ele também garantiu que, "no momento, não há nenhuma ameaça direta do EI para os Estados Unidos", mas reconheceu que as atividades do grupo colocam em risco o território da Síria e do Iraque.    "Mas a boa notícia que vem da recente cúpula de líderes da Otan é que a comunidade internacional, unida, acredita que essa ameaça pode ser enfrentada", comentou Obama. 

Ele participou na semana passada da reunião de países líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No encontro, foi estabelecida a criação de um contingente militar de acionamento rápido, capaz de se locomover para zonas de conflito em no máximo cinco dias. Os membros da Otan também demonstraram confiança no combate ao EI e prometeram se unir para enfraquecer as atividades do grupo, que quer criar um califado islâmico sunita entre a Síria e o Iraque. Para isso, os jihadistas usam métodos extremos, como estupros, sequestros, perseguições e decapitações. 

Neste fim de semana, os EUA lançaram uma série de foguetes contra o Iraque, com o objetivo de neutralizar os jihadistas do EI que estão tentando dominar Haditha, informou o jornal "The Wall Street Journal". O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse, porém, que os ataques foram organizados a pedido das autoridades de Bagdá. Neste domingo, o governador da província iraquiana de Al-Anbar, Ahmed al-Dulaimi, ficou gravemente ferido após ser atingido por um tiro de morteiro. O incidente ocorreu durante a conquista de Al-Anbar pelo Exército iraquiano e os bombardeios dos EUA contra alvos do EI. (ANSA)