Vinte e quatro horas depois da declaração de um cessar-fogo entre o governo da Ucrânia e rebeldes separatistas do leste do país, começaram a surgir acusações mútuas de violação da trégua. O presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário ucraniano, Petro Poroshenko, no entanto, confirmaram que o acordo está sendo cumprido. Há denúncias de tiroteios isolados em ambas as partes, mas nenhuma morte teria sido registrada.
O presidente do Conselho Supremo da autoproclamada República de Donetsk, Vladimir Macovich, afirmou que soldados ucranianos fizeram disparos por volta das 21h locais de ontem. Por sua vez, o porta-voz militar de Kiev, Andrei Lisenko, disse que comboios do Exército foram alvos de dezenas de disparos horas após o anúncio da trégua.
A imprensa ucraniana, no entanto, acredita que as declarações não passam de provocações isoladas. De acordo com os jornais, a madrugada foi tranquila nas regiões de Donetsk e Lugansk, principais zonas de confrontos.
Neste sábado (6), o Kremlin afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário ucraniano, Petro Poroshenko, estão satisfeitos com a maneira pela qual os envolvidos no confronto no leste da Ucrânia estão respeitando o cessar-fogo em geral. A trégua entrou em vigor às 18h locais de ontem (12h de Brasília). O acordo foi assinado em Minsk e contou com o apoio dos líderes das duas repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk, Aleksandr Zakharchenko e Igor Plotnitsky.
Desde o início da crise política na Ucrânia, em novembro de 2013, a comunidade internacional, principalmente a União Europeia (UE) e os Estados Unidos, acusam a Rússia de interferência nos assuntos do país. Para eles, Moscou envia reforços para apoiar os rebeldes separatistas ucranianos.
* Com informações da agência Ansa