Ucrânia e rebeldes assinam cessar-fogo

Protocolo prevê a troca de prisioneiros entre as partes

Assinado em Minsk, o protocolo de cessar-fogo entre a Ucrânia e as milícias pró-Rússia. O acordo começa a valer às 18h do horário local (12h horário de Brasília). Segundo a agência interfax, os líderes das duas repúblicas auto proclamadas de Donetsk e Lugansk, Alexander Zakharcenko e Igor Plotnitski, respectivamente assinaram o acordo de 14 pontos para o cessar-fogo.

    No twitter, participantes da reunião confirmaram o acordo. Petro Poroshenko, presidente da Ucrânia anunciou "Em Minsk, foi assinado o protocolo do cessar-fogo." O perfil da república de Donetsk também anunciou a trégua. A embaixadora da Organização para Segurança e Cooperação da Europa (Osce), Heidi Tagliavini, também postou no twitter, revelando o acerto.

    Segundo as informações, entre os 14 pontos do acordo de cessar-fogo, está o controle internacional da trégua e a troca de prisioneiros. Apesar da decisão em Minsk, as milícias pró-Rússia afirmam que não irão deixar suas posições em território ucraniano. A informação foi divulgada por Plotnitski, durante intervalo da reunião na Bielorrússia.

    No País de Gales, onde ocorre ao mesmo tempo o encontro dos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier fez um apelo aos governos da Ucrânia e Rússia para que o cessar-fogo seja uma parte da escalada para o fim deste conflito. Antes do anúncio do cessar-fogo, foram anunciadas novas vítimas dos conflitos entre o Exército ucraniano e rebeldes separatistas continuam. Nas últimas 24 horas, cinco civis e nove pessoas ficaram feridas em combates, em Donetsk. Segundo o conselho municipal, projéteis atingiram casas e o setor pediátrico de um hospital da cidade. Segundo Andrei Lisenko, porta-voz militar ucraniano, sete soldados foram mortos e 59 feridos nos últimos combates.

Combustível para os rebeldes - Segundo informações do jornal russo Nezavissimaia, ocorreu nesta quinta-feira (4), uma reunião em Moscou sobre o fonecimento de gás aos rebeldes separatistas na Ucrânia. Segundo o periódico, o ministro da Segurança Estatal da auto proclamada república de Donetsk, Leonid Baranov, teria participado do encontro. "Nós temos ramificações de gasodutos, que nos garantem a chegada de combustível", teria dito Baranov.

    O ministério de Energia russo desmentiu a participação na reunião.

    Provocação russa na internet - Em meio às negociações para um cessar-fogo entre Ucrânia e separatistas pró-Rússia na Crimeia, o governo de Moscou postou pergunta irônica em suas redes sociais. O ministério das relações Exteriores publicou, em sua conta no facebook, um texto que diz: "Um quiz para os amantes de história: Qual parte da Rússia foi perdida no século XIX?".

    Segundo o governo dos Estados Unidos, a provocação russa mostra que o país está "retornando às épocas dos czares, tentando reivindicar terras perdidas. Mas isso não é o correto modo de garantir a grandeza russa no século XXI." A pergunta russa gera polêmica. A Crimeia, ocupadas pelos separatistas, foi alvo de disputas entre Rússia e países europeus, como França e Reino Unido, no século XIX.

Leach Walesa critica Putin - O ex-presidente da Polônia e prêmio Nobel da paz, Lech Walesa, criticou o líder russo, Vladimir Putin, devido à crise com a Ucrânia. "Eu sempre pensei que Putin fosse um sábio, mas infelizmente vejo que acredita mais em veículos armados do que na democracia", disse Walesa, líder do movimento que derrubou o regime comunista na Polônia. (ANSA)