Quatro aviões de reconhecimento australianos foram enviados para buscar os dois objetos "possivelmente ligados" ao avião malaio MH370, desaparecido há 12 dias, revelados pelos satélites no Oceano Índico.
A informação foi anunciada nesta quinta-feira (20) pelo primeiro-ministro australiano, Tony Abbott. Logo depois os aviões foram enviados para realizarem as buscas em uma área de 2,5 mil quilômetros da costa australiana. Até o momento não foram encontrados os objetos e as buscas já foram encerradas por hoje. As buscas deverão ser retomadas amanhã.
"[Os objetos] são de um certo tamanho, mergulham e voltam para a superfície. O maior deve ter cerca de 24 metros. O outro é menor", disse um responsável da Autoridade Australiana de Segurança Marítima (Amsa), John Young.
Um navio da marinha australiana, o HMAS Success, também foi mandado para o local, mas deve chegar ao local apenas daqui a alguns dias. Já um navio mercantil que respondeu a um apelo do CRC, deve chegar nas próximas horas, informou Young, destacando que de qualquer forma será difícil localizar os objetos e podem não estar ligados às buscas do avião.
Os dois objetos são "provavelmente a melhor pista que temos" para encontrar o avião, disseram as autoridades australianas.
O avião de reconhecimento P-8 Poseidon, da Marinha dos Estados Unidos, empenhado nas buscas de possíveis restos do avião no Oceano Índico também não encontrou nenhuma evidência, e deverá retomar as buscas amanhã.
O navio norueguês "San Pietroburgo" também se juntou as buscas. A embarcação chegou hoje na zona do Oceano Índico onde poderia haver destroços do avião.
O avião da Malaysian Airlines desapareceu em 8 de março com 239 pessoas a bordo, entre eles 154 chineses. A aeronave desapareceu depois de decolar da capital malaia com destino a Pequim.