"Se houver bode expiatório global é a ONU", diz El Paìs sobre assembleia geral

Em matéria publica nesta quinta-feira (3/10), o jornal espanhol El Paìs afirma que "Se houver um bode expiatório global é a ONU, que serve todos os fins e explica todas as lacunas". O veículo fez uma avaliação sobre a Assembleia Geral da ONU, realizada na semana passada, em Nova Iorque. O texto diz que "a organização internacional pode culpar um ser confortavelmente anônimo para grande parte dos males do mundo. Mas não é justo criticar alguém por não fazer aquilo que não é a sua função. As Nações Unidas não é um governo mundial, ou a entrega de recompensas e punições, mas um instrumento das grandes potências para racionalizar as suas relações", destaca a matéria. 

No parágrafo seguinte, o jornal cita o acordo sobre a destruição de armas químicas de Damasco, como exemplo das suas afirmações. "...a favor considerável de seu secretário-geral, Ban Ki-moon, que é acusado de ter sido muito lento para denunciar o assassinato de uma passividade congênita visível. O funcionário sul-coreano, que fala inglês e notas sempre meticulosamente, foi, no entanto, eleito, como a própria ONU, em contraste com a hiperatividade de seu antecessor, o ganês Kofi Annan, que acabou irritando o presidente Clinton, que se queixou de que se preocupava com os mortos, a menos que os africanos Balkan", destacou o veículo.

Segundo o jornal, o melhor exemplo partiu da presidente brasileira, Dilma Rousseff, que fez um dos ataques mais duros contra EUA já registrados, embora sempre dentro do que é considerado típico de um aliado. "Dilma Rousseff parecia caminhar para o próprio presidente Obama, à espera nos bastidores para falar em seguida, sobre o caso de espionagem dos EUA ao governo brasileiro, ainda chamando os EUA às explicações, desculpas e garantias de que o episódio não voltará acontecer no futuro", destaca o texto.

O El Paìs conclui que a assembleia geral serviu para demonstrar diferentes pontos de vista de uma América Latina mais internacionalmente ativa do que nunca, porém a divisão do primeiro acordo de política universal para estrangeiros, entre os quais permanecem as duas grandes potências do mundo.