Pelo menos 14 pessoas morreram e 11 ficaram feridas em um ataque da milícia fundamentalista islâmica Al Shabab no complexo da Organização das Nações Unidas (ONU) em Mogadíscio, na Somália.
Ente os mortos estão ao menos cinco funcionários da ONU, que segundo as primeiras informações seriam de nacionalidade sul-africana. A sede local das Nações Unidas ainda não confirmou oficialmente o número e a nacionalidade das vítimas, que seriam funcionários responsáveis da segurança local. Entre os mortos estão dois terroristas, que entraram nos escritórios da ONU após explodirem um carro-bomba nos arredores do local por volta das 12h locais (6h no Brasil).
As tropas da Missão da União Africana na Somália (AMISOM, na sigla em inglês) afirmaram que já recuperaram o controle do complexo da ONU. O primeiro-ministro somali, Abdi Farah Shirdon, confirmou que "as forças de segurança da Somália e da AMISOM responderam imediatamente após a explosão inicial e conseguiram controlar a situação".
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou que está "chocado" pelo ataque. Em um telefonema com o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, Ban esclareceu que "as Nações Unidas não irão parar de desempenhar o próprio mandato na Somália", pedindo, ao mesmo tempo, que as forças de segurança somali "assegurem a proteção dos funcionários da ONU".